- Bom dia.
- Bom dia.
- Por favor, queria uma água tónica com gelo e limão.
- Olhe, água tónica não tenho, só sílaba tónica.
- E está fresca?
- Sim, está fresquinha...
- Então pode ser uma sílaba tónica com gelo e limão.
- Muito bem! Então, olhe, pode sentar-se que eu levo já.
- Obrigado.
António, in Histórias da Pedra
2012/02/05
2012/01/12
Rumo à Terra Incógnita
Amanhã iniciamos a viagem Rumo à Terra Incógnita - 1º. Festival Internacional de Contos de Lisboa.
Nos meses que antecedem o festival iremos organizar serões de contos para público adulto em vários espaços da cidade de Lisboa. Embarque conosco nesta aventura amanhã, sexta-feira dia 13 de Janeiro a partir das 22h no Bar do Teatro A BARRACA (Largo de Santos 2). A entrada é livre (por enquanto).
Mais informações em: http://festivalterraincognita.blogspot.com
Mais informações em: http://festivalterraincognita.blogspot.com
2011/11/07
sonhando uma "Terra Incógnita"
Já tive um país pequeno,
tão pequeno
que andava descalço dentro de mim.
Um país tão magro
que no seu firmamento
não cabia senão uma estrela menina,
tão tímida e delicada
que só por dentro brilhava.
Eu tive um país
escrito sem maiúscola.
Não tinha fundos
para pagar a um herói.
Não tinha panos
para costurar bandeira,
nem solenidade
para entoar um hino.
Mas tinha pão e esperança
para os viventes
e sonhos para os nascentes.
Eu tive um país pequeno,
tão pequeno
que não cabia no mundo.
("Poema didáctico" - Mia Couto
em "Tradutor de chuva", 2011)
anto
anto
2011/11/03
Eu herdei uma floresta sombria
Eu sei que estamos quase no inverno mas, se hoje me apetecer que seja primavera, porque não?
Gostei muito destes versos de Tomas Transtromer, o poeta sueco que ganhou o Nobel de literatura, traduzidos por Alexandre Pastor:
Gostei muito destes versos de Tomas Transtromer, o poeta sueco que ganhou o Nobel de literatura, traduzidos por Alexandre Pastor:
Eu herdei uma floresta sombria
...há sempre nas nossas vidas
um grande amor por revelar.
Eu herdei uma floresta sombria
mas hoje passeio numa outra,
plena de claridade. Tudo o que está vivo
e canta, serpenteia, acena, rasteja!
É primavera e o ar que se respira é fortíssimo.
Tenho um diploma da universidade do olvido
e as mãos tão vazias como a camisa
pendurada na corda de secar roupa.
lu
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